Alta Disponibilidade no Exchange
Server 2007 - Parte II
Por Anderson Patricio
Esta
é a segunda parte da nossa série
de artigos sobre Alta
Disponibilidade no Exchange
Server 2007, iremos abordar um
dos três tipos de alta
disponibilidade da função de
Mailbox que é o LCR (Local
Continuous Replication) através
desta funcionalidade conseguimos
ter os logs e base do Exchange
Server 2007 replicados em outro
lugar do disco. Com isto temos
caso ocorra algum problema no
disco ou algo do gênero um tempo
reduzido de restore. O
interessante desta solução é
utilizar isto em duas
controladoras de disco
diferentes, com isto aumentamos
a possibilidade de ter uma
parada do servidor.
Visão Geral
O
LCR é uma solução em nível de
servidor que utiliza uma
tecnologia de replicação de
arquivos log que cria e mantém
uma cópia do storage group em um
segundo conjunto de discos que
estão conectados no mesmo
servidor. O LCR fornece
replicação de logs, replay dos
logs e uma forma fácil e rápida
de trocar o storage group para o
segundo local no mesmo servidor,
com isto o tempo de restauração
de um servidor se torna rápido.
O
LCR permite a definição,
operação, verificação, remoção e
ativação da cópia no Storage
Group Passivo. O ciclo de vida
da solução de LCR pode ter
vários estados e podem ser
transacionais ou persistentes. Alguns dos transacionais são
iniciados pelo administrador e
outros são iniciados pelo
sistema.
O
ciclo de vida da solução de LCR
pode ser definido da seguinte
forma:
-
O ciclo de
vida se inicia quando uma
cópia é criada pela
configuração do Storage
Group. O Storage Group deve
existir e ter definido a
localização da cópia LCR;
-
Quando a
cópia é definida, o novo LCR
Storage Group é "semeado".
Este processo faz com que a
base de dados é adicionada
ao Storage Group Copy. Isto
faz com que esta seja a base
inicial para a cópia.
-
Quando o
processo de cópia estiver
completo a base é
considerada Healthy
(saudável). Neste estado os
logs copiados são aplicados
na base de cópia. (Figura
01)
A
saúde do LCR como vimos acima
pode ter os seguintes valores:
-
Healthy:
está tudo ok, e os logs
estão sendo aplicados a base
de cópia (passiva)
normalmente
-
Copy
Suspend: um
administrador
temporariamente parou a
cópia dos logs
-
Replay
Suspend: um
administrador
temporariamente parou a
reaplicação dos logs
-
Broken:
O sistema detectou uma
condição que previne a
replicação e o reaplicação
dos logs

Figura 01: Funcionamento do LCR
(Local Continuous Replication)
Com
a utilização do LCR no Exchange
Server 2007, temos as seguintes
vantagens:
-
Reduz o
tempo de recuperação de uma
recuperação de desastres
-
Importante: o LCR não
elimina a necessidade de
backup, simplesmente ajuda
numa recuperação mais rápida
mas o backup diário deve ser
feito, mas backups
incrementais para salvar os
dados podem ser otimizados
através do LCR
-
Melhora o
desempenho da base de
produção, visto que o backup
pode ser feito no storage
group passivo, é possível
todos os tipos de backup (full,
copy, incremental e
differential) são
permitidos, com isto também
temos uma melhor performance
nos discos.
Habilitando o
LCR no Exchange Server 2007
Como
sabemos o LCR só pode ser feito
na função de Mailbox, com isto
devemos ir até esta função na
rede interna para aplicarmos as
modificações. Alguns pontos que
precisamos saber antes de
implementarmos a solução.
-
O LCR é
feito em nível de Storage
Group e não Mailbox Store;
-
O LCR é
feito somente em Storage
Group que contenham apenas
um Mailbox
Store, o mesmo não é
suportado com Public Folder
Stores;
-
O LCR
funciona com Public Folder
stores somente quando não
existem réplicas de PF na
organização Exchange
-
Espere um
aumento aproximado de 20% de CPU e
aumente um 1GB de memória, isto
se deve a validação e
aplicação dos logs na cópia;
-
Somente um
Mailbox Store por Storage
Group copiado;
-
Certifique-se de espaço em
disco para comportar a
solução;
-
A Microsoft
estima um limite de 200GB de
limites para base com LCR
habilitado.
Ok,
já falamos demais, vamos
configurar no Exchange Server
2007, para tanto neste artigo
vamos criar a seguinte estrutura
no drive E:, atualmente a base
está no Mdbdata com os
subdiretórios base e logs. Ainda
raiz do drive E: criamos o
diretório LCR com dois
subdiretórios base e logs, onde
vamos colocar a cópia de logs e
database do diretório original.
(Figura 02)
Importante:
Neste artigo colocamos no mesmo
disco mas o interessante é ser
colocado em uma outra unidade
com uma outra controladora de
disco para o fim de alta
disponibilidade.

Figura 02: Estrutura de
diretório atual e o que vai ser
utilizado pelo LCR
Agora
devemos efetuar os seguintes
passos:
-
Abrir o
Exchange Management Console
-
Expandir
Server Configuration
-
Clicar em
Mailbox
-
Selecionar o
servidor desejado no Work
Panel e no Result Panel
podemos ver os Storage Group
e Mailbox Store bem como a
localização física do
arquivo da base do exchange.
-
Para
habilitar o Local Continuous
Replication, devemos clicar
no Storage Group Desejado (First
Storage Group) e na
Toolbox Actions devemos
clicar em Enable Local
Continous Replication...
(Figura 03)

Figura 03: habilitando o Local
Continuous replication no
Storage Group selecionado
-
Introduction.
Devemos verificar o que
estaremos fazendo o LCR e
clicar em Next.
(Figura 04)

Figura 04: Tela inicial do LCR
-
Set Paths.
Devemos escolher o local
onde os logs e a localização
dos mesmos, vamos colocar em
E:\LCR\logs e depois
clicar em Next
(Figura 05)

Figura 06: Escolhendo o caminho
dos logs no LCR
-
Mailbox
Database. Agora devemos
escolher o local da base que
irá receber os logs que
estão sendo copiados neste
LCR, devemos escolher o
caminho adequado para base e
clicar em Next
(Figura 07)

Figura 07: Local da database de
cópia
-
Enable. Nos
será mostrado todas as opções
feitas nas telas anteriores
e devemos clicar em
Enable para continuarmos
o processo (Figura 08).

Figura 08: Verificando o que foi
definido e criando literalmente
o LCR
-
Completion.
Tela final do assistente
informando que os cmdlets
utilizados para criar e
habilitar o LCR foi efetuado
com sucesso, devemos clicar
em Finish. (Figura
09)

Figura 09: Tela final do
assistente mostrando os cmdlets
utilizados
Agora
já podemos visualizar o status
da cópia do Storage Group
através da coluna Copy
Status. (Figura 10)

Figura 10: Visualizando o status
do LCR no First Storage Group
Verificando a funcionalidade do
LCR
Vamos
testar se o LCR está funcionando
a contento, para tanto vamos
criar uma nova mensagem e enviar
um anexo de 6MB para gerarmos
LOG e verificarmos se estes logs
estão sendo copiados para a
pasta E:\LCR\logs. (Figura 11)

Figura 11: enviando uma mensagem
com um grande anexo para gerar
arquivos de log na pasta de
cópia
Já
podemos olhar no diretório de
cópia dos LOGs e podemos
verificar que estão sendo
adicionados assim como no diretório
original. (Figura 12)

Figura 12: Arquivos sendo
copiados para a pasta de logs
Uma
outra forma de analisarmos e de
forma mais fácil é pedirmos
propriedades do Storage Group
que está com o LCR habilitado e
irmos até a guia Local
Continuous Replication que
nos mostra como está a saúde do
Storage Group como também
detalhes sobre a cópia. (Figura
13)

Figura 13: Propriedades do
Storage Group com LCR habilitado
e nos mostrando as informações
sobre esta pasta
Uma
segunda forma é utilizando o
cmdlet chamado
Get-StorageGroupCopyStatus
no Exchange Management Shell que
nos mostra todas as informações da
interface gráfica mas no formato
texto. (Figura 14)

Figura 14: Visualizando as
informações do LCR pelo Exchange
Management Shell
Recuperando-se rapidamente de um
desastre..
O
que fizemos até agora foi
definirmos uma replicação dos
arquivos de log em outro local
do disco, agora vamos simular
uma falha que um disco onde a
base original foi corrompida, e
vamos iniciar a base a partir do
local de replicação, com isto os
usuários vão ter acesso a caixa
postal rapidamente sem precisar
aguardar tempo de restore de
fitas e nada do gênero.
Neste
exemplo vamos desmontar a base
atual e trocar os caminhos, no
usuário final após o processo
executado abaixo não há impacto
ele continuará recebendo e
visualizando as mensagens
normalmente.
Vamos
executar os seguintes cmdlets
(Figura 15):
Dismount-Database "mailbox
database"
Com este cmdlet a
base atual será desmontada
Restore-StorageGroupCopy -Identity
"First Storage Group" -Replacelocations:$true
Com este cmdlet ele irá
parar a cópia e irá alterar
os arquivos de log e bases
atuais para o caminho da
cópia, ou seja, estaremos
utilizando o conteúdo do
diretório E:\LCR

Figura 15: Paramos a base e
trocamos o caminho para utilizar
a base e log que estavam no
diretório de cópia
Podemos
abrir o Exchange Management
Console e verificar que o
caminho da base já está alterado
para o caminho do LCR. (Figura
16). Podemos perceber também que
o LCR não está mais habilitado.

Figura 16: Base apontando para o
novo caminho, que até então
somente recebia a cópia dos
arquivos de log e aplicava-se na
base
Para
o usuário final não há nenhum
problema, estarão acessando suas
mensagens normalmente.
Visualizando a performance do
LCR
O
Local Continuous Replication
possui uma série de contadores
que ajudam a mensurar a
performance como também ver como
anda o funcionamento da
funcionalidade. Podemos utilizar
este recurso da seguinte forma:
-
Abrir o
Exchange Management Console
-
Clicar em
Toolbox
-
Clicar em
Performance Monitor
-
Na nova
janela que se abre, devemos
clicar no Sinal de +
-
Add Counter.
Devemos escolher o
MSExchange Replication
no campo Performance
Object, clicar em All
counters e depois
devemos escolher o Storage
Group que possui o LCR
habilitado e devemos clicar
em Add. (Figura 17)

Figura 17: Adicionando os
contadores de replicação do
Exchange Server 2007
-
No Exchange
Server Performance Monitor
já podemos visualizar todos
os contadores relacionados a
replicação, o contador
selecionado é o
ReplayQueueLenght que é
relacionado ao número de
logs aguardando para serem
aplicados na base de cópia,
com isto podemos acompanhar
como está funcionando o LCR
recém implementando.

Conclusão
Neste
segundo artigo da série sobre
alta disponibilidade do Exchange
Server 2007, desmistificamos o
LCR (Local Continuous
Replication) que nos abre um
leque de opções para recuperação
de desastres, performance de
backup. A idéia principal do LCR
é ter uma cópia reserva da base
ativa. O mais importante desta
solução é dimensionar o hardware
corretamente e proporcionar aos
usuários um rápido retorno do
ambiente. No próximo artigo
vamos falar sobre o CCR (Cluster
Continuous Replication) que é
mais uma novidade do Exchange
Server 2007.
Anderson
Patricio
http://www.andersonpatricio.org